
A PAZ
Querem saber como vivo?
Lhes direi...
Vivo do vento que me mantém lúcido e acordado
para que eu não adormeça na caminhada.
Vivo do mar que me limpa do cansaço da luta e me
recompõe para que eu continue.
Vivo das cores que me ensinam os remédios e os
alimentos para que eu sobreviva forte para
trabalhar.
Vivo da riqueza do meu melhor esforço, meu amor.
Planto-o por onde passo, não perco nem mesmo a
terra de um vaso quebrado, pois ali a semente
germina.
E sou feliz assim.
Sou simples, pois preciso de pouco.
Sou calmo, pois aprendi a esperar.
Tudo vem.
E o campo arado e adubado produz coisas
melhores, que valem a pena ser preservadas.
Falo pouco, pois optei por grandes ocupações,
como um trabalho escolhido de ouvir e por isso
não me sobra tempo para as palavras.
Penso muito, mas corretamente.
Desejo só o necessário, ocupo pouco espaço e por
isso não sofro por possuir.
Sou feliz, sou abençoado, sou reconfortado e
apreciado.
Sou aquilo que todos lutam para obter.
Querem saber quem sou eu, já que sabem como
vivo?
SOU A PAZ...
Estou dentro de você
Me busque
Escrito por mary às 09h12
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Tu dizes que sou anjo
Talvez seja, quem sabe?
Mas se fosse
(Alertar-te se faz necessário)
Seria daqueles que caíram
Por vontade ou castigo
Pela esperança, motivados
De sentir as humanas expressões
Da Terra, atraídos pelo chão
Abandonando os etéreos espaços
As luzes e os celestes campos
Ansiosos por paixão.
Não seria daqueles anjos belos
Suaves, perfeitos
E sim daqueles rudes, caricatos
Rebeldes, curiosos
Confusos, tolos.
Talvez eu, um anjo fora,
Que por ser mais homem
Que anjo,
Preferira cair que subir,
E agora, que é caído,
Permanecer quer assim
Porque assim conheceu
O mais profundo sentimento humano
Aquele que tu, despertaste em mim
O que mais sentir faz
Todas as humanas sensações
E que saber me fez
Que um homem é capaz
De todas as angelicais percepções
O que o faz, mesmo que besta,
Um anjo!
Escrito por mary às 10h04
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ENCONTROS
( Leopoldo Osório )
Há situações indescritíveis,
momentos extraordinariamente diversos:
a surpresa do desconhecido e incerto,
do mal-resolvido, do improvisado
Há momentos em que a dor física
nos consome e acabrunha,
nos apequena em nossa limitada existência.
Existem os sustos, euforias
como as lágrimas que correm com sorrisos
numa imponderável parceria!
Mas, de todos os momentos,
improvisos, surpresas,
o que é mais sublime,
com maior enlevo, êxtase e ternura
é encontrar-se com o amor,
aquele amor que é o coração da gente...
Poder sentir nos seus olhos,
gestos e aconchego,
o infinito novo e eterno
como o ontem que se foi
e o hoje que se faz presente.
humano em sua essência,
divino em sua realidade
divino como a eternidade...
Escrito por mary às 16h43
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