Escrito por mary às 09h50
[]
[envie esta mensagem]

O arrependimento de não ter tido,
não ter sido, não ter feito, não ter aceito,
costuma ser doloroso e profundo.
Na realidade o que nos impede,
na maioria das vezes, de ter o que queremos,
ser o que sonhamos, fazer o que pensamos
e aceitar com o coração é
a ousadia que não cultivamos.
A ousadia é, geralmente, escrava do medo...
Quantas vezes perdemos a oportunidade
de sermos felizes, pelo medo
de ter ousadia de amar?
Medo de ousar porque o objeto do amor
era mais bonito, mais alto, mais rico,
mais jovem, mais velho, mais culto
...e aí ...o tempo passou
e o agora também...
Quantas vezes perdemos a oportunidade
de realizar um grande sonho,
por não termos coragem de ousar,
de arriscar, deixando para depois ou
para mais tarde o que deveria
ser naquele agora...
Quantas vezes não pronunciamos,
no momento oportuno, as palavras que
gostaríamos de dizer, pelo medo de
parecermos ridículos e imaturos?
Quantas vezes ficamos porque tivemos
medo de partir?
Quantas vezes partimos, porque tivemos
medo de ficar?
Quantas vezes dizemos baixinho o que,
na realidade, gostaríamos de gritar?
Quantos agoras perdemos esquecendo
que o risco pode ser a salvação de muitas
alegrias de nossas vidas.
O medo que nos impede de sermos
ousados agora, também está nos impedindo
de vermos a linda pessoa que
poderemos ser...
Não deixemos que nossos momentos
passem..
( Clarisse Lispector )
Escrito por mary às 16h57
[]
[envie esta mensagem]