Escrito por mary às 10h36
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Afinidade
Não é o mais brilhante,
mas é o mais sútil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
Não importa o tempo, a ausência,
os adiantamentos, a distância, as impossibilidades.
Quando há AFINIDADE,
qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa,
o afeto, no exato ponto
de onde foi interrompido.
AFINIDADE é não haver
tempo mediante a vida
.
É a vitória do adivinhado sobre o real,
do subjetivo sobre o objetivo,
do permanente sobre o passageiro,
do básico sobre o superficial.
Ter AFINIDADE é muito raro,
mas quando ela existe,
não precisa de códigos
verbais para se manifestar.
Ela existia antes do conhecimento,
irradia durante e permanece depois que as
pessoas deixam de estar juntas.
AFINIDADE é ficar longe,
pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que
impressionam, comovem, sensibilizam.
AFINIDADE é receber o que vem
de dentro com uma aceitação
anterior ao entendimento.
AFINIDADE é sentir com
Nem sentir contra, sem sentir para
Sentir com e não ter necessidade de
explicação do que está sentindo.
É olhar e perceber.
AFINIDADE é um sentimento singular,
discreto e independente.
Pode existir a quilômetros de distância,
mas é adivinhado na maneira de falar,
de escrever,
de andar,
de respirar
AFINIDADE é retomar a relação
no tempo em que parou.
Porque ele (tempo) e
ela (separação) nunca existiram.
Foi apenas a oportunidade dada (tirada)
pelo tempo para que a maturação
pudesse ocorrer e que cada
pessoa pudesse ser cada vez mais.
(Artur da Távola)
Escrito por mary às 15h20
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VALE A PENA
Abro-me ao novo tempo.
Não me importo se ele trás
lágrimas ou tormentos,
pois se não há vida bela,
belos são os momentos
que hei de levar
da estações dos amores,
que floresceram em primaveras
ainda que em outonais cores,
mas sempre a desfolharem alento.
Vale a pena o instante
onde cabe tanto
em tão pouco espaço,
quem sabe, o de um quarto.
Valem as chegadas
apesar das tristes partidas.
Valem os amores
que como o perfume de flores
de algum modo pousam guirlandas
onde antes haviam dissabores.
Tudo o mar devolve
e um dia o amor maior volve
nas areia brancas da esperança
e, por isso mesmo,
vale a pena ousar
como criança
e se consumir em querer.
Se assim não for,
melhor morrer,
porque mortos já estão
os que em solidão
vivem em reguardos vãos
temendo demais
o que vale a pena viver.
(by: Maria Lucia Victor)
Escrito por mary às 16h23
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O certo é que no único que podemos esperar ,
confiar de todo coração , e nunca desacretidar
é nele...
DEUS...
QUE MEUS PASSOS SEJAM DIRIGIDOS POR VÓS
PARA QUE NÃO TROPEÇES NO CAMINHO DA VIDA
MINHA VIDA...
MEU LAR..
MEU TRABALHO... SEJA ABENÇOADO POR
VÓS...
Escrito por mary às 12h21
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